Receei que essa imagem me fizesse mal, mas continuei mergulhada nela, literalmente. Enquanto hoje tomava duche, tomei-te as formas quando fechei os olhos. Ainda tento perceber por que razão essa visão de esbarrar contra ti naquele edifício, significa para mim. Ela persegue-me nos momentos da manhã onde não distingo as formas, só a ti. Mas tento evitá-la ao máximo, afinal a tua hierarquia em relação a mim, distingue-se pela superioridade, até no olhar. No andar pelos edifícios antigos e a forma como carregas os livros de género académico.
Continuarei com o sonho. Dessa forma tenho-te a ti.
abril 19, 2015
abril 18, 2015
De há uns dias para cá tenho tido reminiscências de mimo-gaios. Eles cantam na verdade. Tenho-os ouvido nas imediações do meu quintal, quando de manhã me afasto da cama e perscruto o céu cheio daquelas nuvens de bandas desenhadas, nuvens tão perfeitas, como que desenhadas pelo sacrifício de um escultor. Eu, pelo contrário, sou o pintor de belas vestes que se mantém sossegado olhando a obra, de um cariz mais elevado.
Fui essa esta manhã. Ouvi o som dos pássaros, ainda sentindo os efeitos da enxaqueca do dia anterior, e sorri. Sorri não sei por que causa, talvez de saber que esse céu seria o mesmo do Wiltshire do livro de Naipaul. Sorri por desconfiar do mistério dos astros, por poder escrever sobre eles, ler sobre eles. Eu sou essa que cheia de perguntas tenta afastar o dois lados das rachas das estrelas agachando-me pelo seu interior adentro descobrindo maravilhas. Há imensas alegorias nos astros, talvez mais do que possamos imaginar.
Também existem mistérios nos homens, que por falta de materiais ou esforço permanecem intocáveis. Prefiro-os assim. Prefiro a terra aberta mas sem resposta, pois ela descansa melhor na ignorância dos astros.
Fui essa esta manhã. Ouvi o som dos pássaros, ainda sentindo os efeitos da enxaqueca do dia anterior, e sorri. Sorri não sei por que causa, talvez de saber que esse céu seria o mesmo do Wiltshire do livro de Naipaul. Sorri por desconfiar do mistério dos astros, por poder escrever sobre eles, ler sobre eles. Eu sou essa que cheia de perguntas tenta afastar o dois lados das rachas das estrelas agachando-me pelo seu interior adentro descobrindo maravilhas. Há imensas alegorias nos astros, talvez mais do que possamos imaginar.
Também existem mistérios nos homens, que por falta de materiais ou esforço permanecem intocáveis. Prefiro-os assim. Prefiro a terra aberta mas sem resposta, pois ela descansa melhor na ignorância dos astros.
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