fevereiro 02, 2010

conquistas


Along the way we think we never change our attitude about some things in life. É mentira. É sempre mentira quando mentes ao saber que isso poderia perfeitamente acontecer no teu consciente. É de facto difícil pensares que nunca te vais apaixonar por alguém que estás farta de ver e olhar e sentir. É mentira pensares que amanhã não vais finalmente publicar o teu livro de ficção para crianças. É mentira!

Pára um segundo e pensa. Quando vais no comboio, seja na viagem que fazes todos os dias, ou de vez em quando, à noite, durante a manhã ou durante a tarde, pensa e vais chegar à conclusão que é tão simples como alguém que ofereçe um chocolate a alguém que gosta. Não te convenças do contrário. É sempre possível quando amas de verdade uma coisa.

Eu pensava que o rapaz estava perdido, pensava que nunca mais iria entrar numa Igreja porque tinha medo da verdade que Deus me contou há 9 anos atrás quando o padre me benzeu. The boy's gone. Eu pensava que nunca iria recuperar a amizade da Ju, que nunca iria conhecer alguém como a Joana Teresa, eu pensava que ía morrer sem conheçer todos os mistérios da vida. Eu pensava que não ia ter coragem para me apaixonar por um rapaz que toda a gente "vê", eu pensava que iria perder a minha mãe. Eu pensava que nunca iria ler um livro inteiro numa noite. Eu pensava que não existia. Que ninguém iria dar pela minha falta...até me apaixonar.

Ele tem o dom de me pôr assim. Estúpida. De ter vontade de surrateiramente pegar nas sapatilhas de pontas e me pôr a dançar pelo quarto enquanto o fingimento distrai os outros da atenção dos meus desejos. Eu pensava tanta coisa e cheguei aqui.

Eu apaixonei-me e às vezes tenho vergonha mas vou continuar em frente mesmo que faça figura de idiota e todos me chamem lamechas. EU pensava que não era assim e é. Pensava que estava longe , que tinha desaparecido.




Be so happy with the way you are

Just be happy that you made it this far

on be happy now.

Please be happy now.




Finalmente acordei e vi que havia luz nos olhos de alguém. I fall in love.

fevereiro 01, 2010

" a mulher gorda"


Em dias de festa corre sempre tudo como a gente não está à espera. É o que acontece todos os santos anos na Escola Salesiana de Manique. Para pessoas como eu, que sempre acharam que a Missa era tempo de curtar pulsos enquanto ouvíamos um pavilhão de miudos a orar, a festa de S. João Bosco é um dia inesperado.

Mas lá reza a tradição que nunca chove e foi o que aconteceu. Bem o sol já lá estava, depois veio uma Missa que foi tudo menos orar contrariado. Cantámos e brincámos e lá lá lá que nem crianças.

Depois, entrega de medalhas para o pessoal do Quadro de Hora Excelência e Mérito. É claro que não subi ao palco para receber, mas tudo serviu de desculpa para ver o Bimbo tocar bateria. Não há que adorar?

Hora de almoço---- PIZZA na cantina. O que é que esperavam mais amigos? Os dias de festa são dias de festa e mesmo a celebrar o Joãozinho Bosco (como dizia o padre) nós nos atrevemos a devorar duas fatias de pizza que nem morcões (apesar de ter dado uma aos rapazes que conseguem ser piores que nós).

Á tarde a gritaria começou, e lá fomos nós para o auditório para o concurso musical. Tenho a dizer que não suporto a impressão que tenho nos ouvidos e a minha voz, onde já vai! Depois de não sei quantos berros e aplausos e tudo e mais alguma coisa pelas outras turmas (sim porque a figura do Carlos vestido à Alentejano matava qualquer um de riso), seguimos nós. Em cima do palco, vestidos com capas universitárias, com viola, jambé, pandeireta, e as vozes das meninas dos dois lados e os meninos no meio (o Bimbo no centro), lá enfrentámos os medos e foi altura de cantar a mulher gorda com tudo o que tínhamos.

Apesar das modificações nas músicas que íamos cantar e da desilusão da professora Sílvia, lá lhe dedicámos umas estrofes na música e ela ficou surpreendida até o queixo baixar na barriga :D

É bom ter surpresas destas. É bom celebrar festas destas, por mais ridículo que seja o tema. Por mais apaixonados que estejemos por meninos que tocam bateria, viola e que nos agarram nos braços para indicar o lado para onde devemos abaná-los para fazer apoio às outras turmas. É bom por mais parvinho que pareça, sussurrarem-nos ao ouvido ou sentir uma mão tocar-nos por 2 segundos que seja quando desejávamos essa sensação há tanto tempo.

É bom por mais velhos que sejamos, por mais carecas, infantins, in love e completamente mocados que estejamos.

Vale sempre a pena quando a alma não é pequena.