janeiro 07, 2017
fevereiro 25, 2016
janeiro 14, 2016
Talvez fosse da previsibilidade dos homens de negócios que se reuniam ali no restaurante, ou do vinho escorregadio na minha garganta. A surpresa de uma refeição, a minha face ruborizada pelo álcool e no fim a descida lenta pela calçada. Bebi depois um café numa esplanada na Avenida, ainda que as temperaturas baixas, mas nunca me soube tão bem uma brisa fresca com cheiro a alfazema.
A noite fora fantástica.
A noite fora fantástica.
dezembro 21, 2015
dezembro 12, 2015
dezembro 04, 2015
novembro 26, 2015
novembro 06, 2015
Hello
Não consigo esconder que sei que os nossos caminhos já se cruzavam de antes. Agora vamos lentamente caminhar para a única coisa que venho a prever: Os nossos corpos um no outro.
novembro 03, 2015
Let it go
Gostaria de ser eu, só hoje. De expandir-me no horizonte e poder deixar de ser uma miúda nas mãos de ninguém. Gostava de ser desses teus braços, fortes, corajosos e não ter que saltar da janela para enfrentar os lobos.
Hoje queria que não houvesse separação. O teu braço a cobrir-me os ombros cheios de frio, e eu bêbada de ti.
Hoje queria que não houvesse separação. O teu braço a cobrir-me os ombros cheios de frio, e eu bêbada de ti.
outubro 21, 2015
outubro 15, 2015
Promisse
A superfície bem menor que o interior. Aquele que o escuro da nossa casa nos deixa desvendar. Estamos de luzes apagadas mas sentimo-nos um ao outro, sem a vela acesa.
E como saberia bem que soubesses que és o protótipo destas experiências mentais. Vamos lutar.
E como saberia bem que soubesses que és o protótipo destas experiências mentais. Vamos lutar.
outubro 14, 2015
outubro 12, 2015
Both sides now
Fechei a cortina para não deixar o escuro entrar. É, que meu amor, há uma luz que emanamos que precisa de ficar.
outubro 09, 2015
Lose yourself
Era pesada a sombra dele sobre a sua. O olhar muito carregado que induzia tantas vezes medo, como caminhar nos trilhos escuros da floresta imaginária da vida. Ele era afinal um sucinto laivo de brava brisa fresca. Muito forte. Forte.
outubro 08, 2015
A miúda, eu, continuava a usar as jardineiras herdadas. Umas de ganga gasta, de alguns anos 70 da sua irmã mais velha, e que poderiam ser de algum negro americano que levara muita vida em cima de si. Ela levava-as no corpo, mais magro que a ganga, despreocupada. Caminhava pela vila com 23 anos e com o corpo enfiado em ganga. Agora pousava de boina vermelha e um batom de pêssego que ajudava os lábios a não secar com o frio.
Uma miúda na cidade sobrevivia assim.
Uma miúda na cidade sobrevivia assim.
outubro 07, 2015
A minha mãe insiste em cortar-me o cabelo. Sinto-me uma criança. Ainda mais quando ele encosta cruelmente os lábios no meu pescoço no lugar onde deveriam estar os cabelos enormes que me foram destinados. Ele repara no assunto e diz que pareço uma miúda nas mãos de qualquer pessoa. Nesse momento fiquei presa, mas nele. Deixei-o educar-me com beijos e quase quebrar. Fomos depois por elevadores diferentes.
setembro 30, 2015
setembro 15, 2015
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