Tudo o que sabia de Rosa passara a ser história. O chão da sua casa fora varrido, e estreava-se uma nova mulher.
Durante os anos de adolescência em Lourenço Marques, Rosa acordava pelas 4h da madrugada, pois vivia num prédio de vários andares, para assistir ao pôr-do-sol.
Preparava um chá preto e fumava em frente à janela.
Estreou a fase mais depressiva da sua vida com a ida para o colégio inglês no Cabo. Durante um verão passou as férias num lindo palacete onde vivia uma das meninas do colégio.
Mais tarde, quando casou sem anel e sem festa, foi obrigada a voltar para Portugal depois da agitação violenta do período onde deu aulas na Escola Industrial.
Voltara, quase sem nada, com dois filhos.
Hoje Rosa tem cabelos brancos e fala sussurrando. Talvez seja a paisagem tão diferente, como no Vale das Vinhas que provoca a solidão.
abril 25, 2015
abril 19, 2015
Receei que essa imagem me fizesse mal, mas continuei mergulhada nela, literalmente. Enquanto hoje tomava duche, tomei-te as formas quando fechei os olhos. Ainda tento perceber por que razão essa visão de esbarrar contra ti naquele edifício, significa para mim. Ela persegue-me nos momentos da manhã onde não distingo as formas, só a ti. Mas tento evitá-la ao máximo, afinal a tua hierarquia em relação a mim, distingue-se pela superioridade, até no olhar. No andar pelos edifícios antigos e a forma como carregas os livros de género académico.
Continuarei com o sonho. Dessa forma tenho-te a ti.
Continuarei com o sonho. Dessa forma tenho-te a ti.
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