janeiro 14, 2015

waiting game

Paris é para mim uma vaga recordação. Já estive nela. Escrevi sobre ela. Reportei de um computador de Hotel sobre ela, a pessoas mais chegada. Mas nesse tempo longínquo não amava Paris.
Tenho para mim, que tudo o que enfrentei com esses quinze anos que tinha, não tem qualquer significado para mim. Nunca mais poderei ser a mesma pessoa. Não saberei sorrir da mesma forma para as fotografias.
Paris é para mim agora uma vontade. Ela é um desejo que guardo no bolso. Uma sedução. Uma selva de utopias.
Talvez volte, para outra aventura, já dez anos depois. As estrelas estarão à distância do toque.



janeiro 13, 2015

Ilan Eshkeri

Corri desenfreadamente para a multidão de chuva que estava à minha frente. Deixei para traz a confusão dos transportes e dirigi-me a casa. Não sei porque tal, mas senti vagar. Chorei porque o vento cortante e a ondulação da chuva, insistindo em magoar-me a cara, quebravam o espírito.
Não preciso da falta de amor, para definhar. É o tempo, esse elemento tão hipócrita que odeio. Não odeio o cheiro da humidade, mas sim o dos teus olhos. Minto, a cor de prado sem fim que eles emitem. 
Odeio o gesto fácil que é segurares-me na cintura para me sentir mais firme. A certeza, a que odeio, é de invejar o mundo, que te alberga mais que eu.
Só te tenho por umas horas, e odeio.
Quando regressares, estará escuro.