Sintra observa-me com atenção. Eu degusto Sintra. Entro nas teias de livros da Biblioteca Municipal. Olho o grande ralo de árvores e apaixono-me. Aqui as coisas parecem-me mais próximas, menos sóbrias, mais queridas. Mais como a voz rasgada do cantor ruivo.
Adormeço ao fim do dia.
Almocei num pequeno café na Miguel Bombarda. Pela janela uma luz grossa vermelha identificava "La Finestra", o restaurante italiano. Li o suplemento do Expresso, ainda a matutar no teste de Francês, li sobre Brigitte Bardot e fiquei cheia.
Há uma movimentação desta parte da cidade que me faz ter saudades do arquivo. Do silêncio, da informação, do corropio do arquivo.
Lembrei-me que tenho que rever "Os Europeus" na SIC Notícias.