novembro 03, 2013

Irmãs de Sangue

Jéssica partiria na segunda quinzena desse mês. Laura seguir-lhe-ia os passos no mês do vértice invernal, e o Natal seria mais uma vez diferente. O grupo repartido por outros continentes, onde as luzes se distinguiam mas onde o sentimento permaneceria o mesmo.
Seria uma ceia entre irmãs, no pensamento.
E da mesma forma que a música de jazz que saía da vivenda na rua outonal no caminho para casa me aquecia, essa mesma reunião ficaria gravada como os melhores poemas literários da nossa geração.
As irmãs de sangue ficariam juntas, como sempre estavam.




Quantas vezes não sonhaste com o reverso? A janela aberta para entrar o ar gelado do inverno. Por vezes é preciso reviravolta. A doença do coração. O querer-te sem expediente. O perigo do amor eminente.