agosto 03, 2013

she remembers

Ontem no embrião da noite conversei contigo. Não havia álcool.
Conversei sobre a possibilidade do teu desaparecimento. Imaginei que nunca mais pudesses voltar, e que, aí, deixarei de ter com quem conversar. Também imaginei a possibilidade de toda essa ausência magoar-me mais que muitas outras coisas.
Como te disse, a imagem de ti cresce com estrutura e equilíbrio, e eu detesto que me quebrem os alicerces.
E não houve álcool. Apenas o teu olhar silencioso a olhar as paredes. A mescla da cor do vinho nas pupilas descansadas.
Estás tão longe, e ainda assim à distância de uma palavra.


agosto 02, 2013

das coisas sem nome

Aprendi que somos todos diferentes. Que somos loucos, ainda que vulgares.
Mas essa existência pouco cronicada é o ópio das minhas aventuras escritas. Se escrevo é para honrar os estranhos. Os outros já lhes ofereceram lugar.