julho 31, 2013

"Diz-me o que se gera na tua cabeça"

O que se gera na minha cabeça são coisas que nem tu, nem eu podemos compreender. É isso que sentes quando a morte te ataca o pensamento. A doce reconciliação com o crime. O teu idioma está na forma como te vestes.
Na revolução dos teus lábios que se calam. Os olhos negros falam por si.
O que se gera na minha cabeça, Sherlock, são quebra- cabeças de prazer por ver horizontes na cor dos teus olhos. A cor da terra molhada.
São dúvidas que se desfazem.

julho 30, 2013

Deus às 02h da manhã

Compreendi o significado de Deus às 02h da manhã sob o efeito de uma ganza. Detectei o corpo de uma cidade na janela de uma sala. Percebi que o sexo nunca será sexo banal. É uma intimidade na cama. Que o vinho das mulheres é o de uma mesa onde se fala de amor. Que uma madeixa de cabelo a destoar do resto da cabeleira pode ser perfeita. Que uma relação falhada pode ser perfeita. Que uma asneira pode ser perfeita. Que uma espera de 12 meses pode ser perfeita. 
Ontem às 02h da manhã sob o efeito de uma ganza percebi que não há coincidências, e, que só conheço o amor de uma forma: animal e selvagem.