Vou-te contar um segredo. Foste o amor da minha vida. Eu não sabia nada de nada. Sabia as estações do ano, sabia de cor a cor dos táxis e sabia de cor como se faziam gorros para o Inverno. Mas quando chegaste abriu-se uma porta pequenina e entraste. Deste-me isso. Deste-me a vontade, deste-me a coragem e deste-me o tempo.
Agora, és um miúdo que vive sem mim. Um chavalo com mania pelas ruas e garganta seca. Agora és outra pessoa sem mim. Já não és quem me dava amor. Já não és quem me pedia para ficar. Não és e seu eu te perguntar não vais saber responder porquê. Se eu te perguntar não me vais saber dizer porque foste embora e ainda assim sentindo saudade. Eu também tenho saudades. Tenho saudades de estar com alguém. De abraçar alguém. De brincar com alguém. De amar alguém. De ser alguém. Tenho saudades de estar contigo e de ser Verão contigo. Tenho raiva do presente e saudades do passado. Tenho raiva de ti, porque és um chavalo e já não te vejo como via antes. Agora andas de maneira diferente e falas de maneira diferente. Sem desejo, sem interesse, sem alegria. Com mania.
E o pior de tudo é que ainda te desejo. Ainda te quero e ainda peço que me queiras também, porque afinal de contas foste o amor (pequenino) da minha vida.~
outubro 27, 2012
outubro 26, 2012
bonequinho de trapo
dás-me vontades sem eu as poder ter. Dás-me desejos mirabolantes. Dás-me passeios no escuro e com a água a molhar-nos as calças- Dás-me vontade de te bater à porta, raptar-te e levar-te para fora. Para dentro. Para onde quisermos ser sem o resto do mundo. Provocas-me.
A maior parte de nós acorda e leva a vida despercebida para a rua, mas eu, eu levo-te a ti. Arranco-te de casa ás escondidas e levo-te para os jardins da Gulbenkian, para as salas de aula, para o café, para a cama, para os sonhos.
Eu levo-te porque não suporto o facto de não estares aqui.
A maior parte de nós acorda e leva a vida despercebida para a rua, mas eu, eu levo-te a ti. Arranco-te de casa ás escondidas e levo-te para os jardins da Gulbenkian, para as salas de aula, para o café, para a cama, para os sonhos.
Eu levo-te porque não suporto o facto de não estares aqui.
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